Friday, April 6, 2007

Inés da minha alma


Queria falar-vos do livro que acabei de ler... "Inés da minha alma", de Isabel Allende.

Desde há muitos anos sigo esta autora, que me viciou e cativou pela primeira vez com "Os Contos de Eva Luna". Tinha então 15 anos e nunca mais consegui parar de ler Isabel Allende (ainda que tenha sofrido algumas desilusões, confesso).
Isabel Allende tem o dom de contar histórias que nos apaixonam com uma fluidez muito própria, temperadas com o sabor do folclore e fantasias Sul Americanas. Para muitos ela não passará de uma pálida imitação de Gabriel García Márquez, mas eu sempre lhe reconheci um brilho próprio.
Isabel tem ainda uma longa tradição de personagens femininas únicas, fortes, brilhantes, que nos prendem às páginas do livro. Neste seu último livro, a sua personagem, Inés, não é excepção. Mas o que há de brilhante aqui é que Inés foi uma mulher - forte - que realmente existiu. Isabel Allende conta-nos a história da conquista e fundação do Reino do Chile e a história dos seus fundadores, Inés de Suárez e Pedro de Valdivia. Conta-nos ainda uma grande história de amor, a de Pedro e Inés, a de Pedro e Inés pelo Chile. A história é fantástica, especialmente quando confirmamos que de facto a realidade pode ser melhor que a melhor das ficções, e que a grande maioria da história aqui contada por Isabel é na verdade baseada em crónicas da época e não na imaginação galopante da escritora, como esta própria assegura. Recomendo!


3 comments:

Anonymous said...

Estou precisamente a meio deste livro, está aqui mesmo em cima da mesa a olhar para mim. Acho que está prestes a tornar-se o meu favorito da Isabel allende, a ver vamos... =)

∫nês said...

Mas que falta de imaginação. Sempre que há uma Inês, espetam-lhe com um Pedro para cima :P

Menina Azul Reciclada said...

anónimo(a): continua, pois creio que o livro não te irá desiludir... eu sei que, para mim, superou as expectativas, em especial por se tratar de uma história verdadeira...

Inês: pois, deve ser por haver muito Pedro por aí... não sei... mas lá vai havendo umas que são a excepção à regra, não é? ;)